Por muitos anos atuando no segmento de segurança do trabalho, já vi como o trabalho em altura se impõe como um dos maiores desafios da indústria e da construção civil no Brasil. Em um canteiro, um galpão ou dentro de uma planta fabril, cada situação envolve riscos reais, muitas vezes invisíveis aos olhos dos gestores. Mas esses riscos cobram um preço alto. Não apenas para as empresas, mas principalmente para quem sobe uma escada ou acessa um andaime todos os dias.
O verdadeiro prejuízo de um acidente em altura quase nunca está só no papel.
Quando um trabalhador sofre uma queda ou se machuca em altura, os impactos se estendem muito além da dor física. São afastamentos, processos, atrasos e até a paralisação de projetos inteiros. E este é um custo que muita gente só percebe quando já é tarde demais.
O cenário do trabalho em altura no Brasil
Em minhas pesquisas e conversas diárias com profissionais de diversas áreas, ficou cada vez mais evidente que acidentes envolvendo diferenças de nível estão entre os principais motivos de afastamento no país. Segundo dados do Observatório de SST (SmartLab), quedas representam de 14% a 15% dos acidentes graves e fatais anuais no setor produtivo brasileiro. Isso é assustador.
Números recentes reforçam esse cenário preocupante:
- Em 2024, o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho. Desses, 74,3% foram acidentais (típicos) e a construção civil foi um dos segmentos mais afetados (avanço nos registros de acidentes de trabalho).
- Destes acidentes, cerca de 61% resultaram em afastamentos temporários de até 15 dias e outros milhares deixaram sequelas definitivas nos profissionais.
- Um estudo do Anuário 2023 da SEE-Fundacentro indica que ocorrem 83,65 acidentes de trabalho por hora, totalizando mais de 1,5 milhão de afastamentos acima de 15 dias na última década.
- O Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2021 apontou queda do total de acidentes nos últimos dez anos, mas aumento dos óbitos em 2021 (2.556 casos), mostrando que a gravidade ainda assombra o setor.
É impossível ignorar a força desses dados. Mas por trás deles, o que acontece dentro das empresas impacta diretamente na vida dos trabalhadores e na saúde financeira dos negócios.

Entendendo o custo invisível de um afastamento
Quando mergulho mais a fundo no impacto de um acidente em altura, percebo que os custos diretos (como salários durante o afastamento ou pagamentos de auxílio-doença) representam apenas a “ponta do iceberg”. O que fica escondido, muitas vezes, é ainda maior.
Veja os principais prejuízos provocados por um afastamento acidentário por queda em altura:
- Elevação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP): Com mais acidentes, o índice sobe, elevando as alíquotas do SAT e tributos ligados à folha.
- Custo de contratação e treinamento: É necessária a substituição imediata do profissional. Isso gera despesas com novos processos seletivos e qualificação.
- Atrasos em cronogramas: A ausência de profissionais pode comprometer o ritmo da obra ou da produção e atrasar entregas contratuais.
- Embargos e paralisações: Em acidentes graves, a fiscalização pode exigir paralisação das atividades até que as causas sejam investigadas e os riscos mitigados.
- Despesas judiciais e indenizatórias: Muitas empresas arcam com processos judiciais, acordos extrajudiciais e custos com assistência médica prolongada das vítimas.
Segundo o levantamento do Ministério Público do Trabalho, apenas com acidentes e doenças profissionais, o país gastou mais de R$100 bilhões de 2012 a 2020, sendo que grande parte desse valor resulta exatamente de afastamentos prolongados e indenizações.
O afastamento custa mais que a folha de pagamento. Ele drena a energia, o tempo e a confiança da equipe.
Por que as quedas continuam acontecendo?
Não são apenas decisões equivocadas ou negligência. O cenário brasileiro evidencia que muitos afastamentos ligados a quedas decorrem, principalmente, de:
- Planejamento falho das atividades em altura;
- Treinamento feito somente para “cumprir tabela” ou obter certificado, sem real absorção do conteúdo;
- Análises de risco superficiais ou inexistentes;
- Escolha inadequada ou uso incorreto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI);
- Supervisão precária das rotinas e procedimentos.
Eu presenciei, em diferentes empresas, a repetição desse ciclo. Às vezes um colaborador, recém-treinado no curso de trabalho em altura, sente-se confiante, mas na prática utiliza o cinto de forma inadequada ou deixa de inspecionar o ponto de ancoragem. O resultado? Um simples erro de procedimento pode criar um afastamento e iniciar uma bola de neve de prejuízos.
Essa é uma realidade evidenciada nos dados estatísticos e que tiro como aprendizado de cada experiência na área.
O papel da capacitação: muito além do certificado
Muitas organizações focam no número: "X profissionais certificados na NR 35". Mas será que isso, sozinho, basta? Em minha trajetória, já notei rapidamente que o certificado não impede acidentes. O conhecimento assimilado, sim.
É nessa lacuna que entendo a importância de iniciativas como as da MA Consultoria e Treinamentos no segmento da formação profissional voltada para segurança do trabalho. Nos centros de treinamento, a diferença está em:
- Simulações reais e práticas do cotidiano da indústria e da construção civil;
- Foco total na fixação do conteúdo, indo além da teoria;
- Orientação individualizada e acompanhamento pós-treinamento;
- Trilhas formativas completas, incluindo cursos de bombeiro civil e NR 10.
Eu já participei da formação de equipes que passaram pelo treinamento de trabalho em altura e vi na prática como a combinação de teoria, prática e repetição transforma hábitos, eleva o padrão de segurança e cria uma cultura de prevenção muito mais duradoura que o certificado em papel.
Como a NR 35 muda a rotina e preserva vidas
A Norma Regulamentadora nº 35 surgiu para cobrir justamente a lacuna de visão preventiva e qualificação técnica. Em um conteúdo obrigatório para quem atua a partir de dois metros do solo, ela exige:
- Planejamento prévio das tarefas;
- Análise de riscos personalizada por ambiente e atividade;
- Inspeção detalhada dos equipamentos antes de cada uso;
- Uso de EPIs adequados;
- Procedimento de resgate em caso de emergência.
No conteúdo de um curso de trabalho em altura, isso se traduz em simulações, estudos de caso, debate de situações já vividas, inspeção dos sistemas e, principalmente, prática. Repetir, treinar e internalizar cada etapa, até que tudo faça parte de um novo padrão de segurança.
Cumprir a NR 35 é criar um novo olhar sobre o valor da vida no ambiente de trabalho.
Resultados de empresas que valorizam a prevenção
Vi empresas reduzirem drasticamente o índice de absenteísmo e afastamentos após insistirem em treinamentos profundos, padronizados e vivenciados periodicamente. Alguns efeitos positivos são rapidamente percebidos:
- Diminuição de incidentes fatais e incapacidades permanentes;
- Aumento do engajamento dos colaboradores, que sentem segurança e confiança;
- Redução dos gastos previdenciários com afastamentos;
- Retorno positivo em auditorias e inspeções fiscais;
- Continuidade dos negócios sem paradas ou embargos inesperados.
Como resultado, o clima interno se fortalece, a produtividade se mantém alta (mesmo sem usar esse termo, é nítido), e a competitividade cresce. De fato, criar esse ciclo virtuoso é mais simples e barato – do que lidar com as consequências do descaso.

Soma da capacitação ao uso dos equipamentos certos
Aprendi que conhecimento aplicado, sem a ferramenta adequada, é como construir um prédio sem fundação forte: desaba na primeira adversidade. Por isso, sempre recomendo que a busca por um bom curso de trabalho em altura venha acompanhada da escolha correta dos EPIs. Aqui destaco a parceria com marcas nacionais referência em dispositivos de segurança, como a Ultrasafe, que garante:
- Cinturões ergonômicos desenvolvidos para conforto em longas jornadas;
- Sistemas de ancoragem robustos, testados e certificados para a realidade do Brasil;
- Equipamentos de bloqueio, descensores, talabartes de absorção de impacto e linhas de vida reutilizáveis;
- Checklists e manuais visualmente amigáveis que facilitam a rotina do trabalhador.
Quando observo equipes treinadas e equipadas, percebo como o número de incidentes próximos a acidentes (os “quase acidentes”) cai drasticamente. É a soma de competências: técnica e material.
Aprendizado se complementa com o equipamento certo. Sem um, o outro perde força.
A diferença do treinamento real: absorvendo para preservar
Em todo contato com alunos e empresas, percebo claramente uma diferença de postura de quem aprende de fato para quem apenas quer “cumprir tabela”. No centro de treinamento da MA Consultoria, o aluno é chamado a resolver problemas, simular resgates e tomar decisões em tempo real. Isso não apenas prepara para o dia a dia, mas também instala um senso de responsabilidade e pertencimento ao processo de segurança.
Na prática, os profissionais saem mais seguros, confiantes e, muitas vezes, passam a ser agentes multiplicadores da cultura de prevenção dentro da organização. O ciclo se renova: menos afastamentos, menos custos, mais vidas preservadas.
Em muitas consultas profissionais, já orientei gestores a conhecer as trilhas formativas integradas da MA Consultoria, incluindo os módulos NR 10, NR 35 e formação de bombeiro civil para time próprio. Quando a empresa aposta nessa trilha, notei menos paradas, menos “apagões” em processos e mais retorno sobre o investimento ao longo do tempo.
Como prevenir afastamentos e reduzir custos? Veja meu checklist prático
Trago as etapas principais para quem quer reduzir drasticamente o risco de afastamentos por acidentes em altura:
- Elabore um plano de trabalho detalhado para todas as atividades acima de 2 metros;
- Realize treinamento de trabalho em altura com foco em conteúdo vivencial (e não apenas teórico);
- Faça inspeção criteriosa e regular dos EPIs e sistemas de ancoragem;
- Estruture uma equipe de emergência treinada e pronta para agir;
- Estabeleça auditorias e avaliações constantes para manutenção da qualidade;
- Crie canais de comunicação e relatórios de incidentes (inclusive os “quase acidentes”);
- Invista em campanhas e programas internos de valorização da segurança como cultura organizacional.
Em parceria com equipes especializadas de segurança do trabalho e com fornecedores confiáveis de equipamentos (como a Ultrasafe), todo esse processo ganha consistência e traduz-se em resultados práticos e visíveis.

Cultura preventiva: o ponto de virada para empresas e profissionais
Pude acompanhar organizações que encararam de frente o desafio da prevenção e notei profundas transformações na rotina de trabalho. Criar uma cultura preventiva exige esforço, comunicação intensa e exemplos vindos da liderança. O resultado, no entanto, é retorno direto em economia e bem-estar.
Veja outros impactos positivos de consolidar essa mentalidade:
- Redução da rotatividade e das faltas por problemas médicos;
- Retenção de talentos ao proporcionar um ambiente seguro e transparente;
- Melhora da imagem da empresa junto à sociedade, fornecedores e clientes estratégicos;
- Facilidade para obtenção de certificações nacionais e internacionais.
Isso tudo só é possível quando há investimento sério no treinamento, escolha de parceiros alinhados com a realidade do setor e acompanhamento rigoroso dos processos internos. Quem aposta nisso percebe rapidamente que o custo de uma boa capacitação é irrisório perto do prejuízo de um afastamento – e da dor emocional de um acidente grave.
Meu conselho é sempre o mesmo: prevenir é mais barato, mais eficiente e infinitamente mais humano do que qualquer reação obrigatória depois da tragédia instalada.
Por onde começar? Conheça a proposta da MA Consultoria
Se você chegou até aqui, já entende que cumprir a NR 35 não é apenas uma exigência legal, mas uma oportunidade de aprimorar padrões, resguardar vidas e fortalecer a empresa.
A MA Consultoria e Treinamentos oferece uma solução completa, atuando com centros próprios em três grandes cidades, diferentes trilhas formativas (incluindo cursos de trabalho em altura, NR 10, formação de bombeiro civil e programas de atualização) e priorizando o aprendizado prático. Sua missão é potencializar profissionais de todos os níveis, do estudante ao gestor experiente.
Explore também outros conteúdos exclusivos sobre segurança do trabalho ou aprofunde seus estudos na formação profissional em SST para seguir avançando na sua carreira.
Cumprir a NR 35 é apenas o primeiro passo. Permanecer consistente e atualizado é a garantia de proteger pessoas, negócios e sonhos.
Conclusão: o preço do afastamento nunca compensa a prevenção
Depois de tantos anos observando diferentes realidades, reafirmo: nunca, em nenhuma situação, o gasto para lidar com um afastamento é menor do que o investimento para evitá-lo. Seja no canteiro, indústria, hospital ou área comercial. Os custos se acumulam silenciosos: folha inchada, processos judiciais, atrasos e perda de clima organizacional.
Escolher a capacitação técnica focada, aliada aos melhores equipamentos, é a melhor forma de garantir a continuidade dos negócios, cumprimento das normas e, principalmente, a preservação da vida de cada colaborador.
Convido você a descobrir as soluções e programas exclusivos da MA Consultoria e Treinamentos e transformar de verdade a história de segurança da sua equipe. Seu próximo passo começa agora.
Perguntas frequentes sobre a NR 35
O que é o curso NR 35?
O curso NR 35 é uma formação obrigatória para qualquer profissional que realize atividades acima de dois metros do solo, onde haja risco de queda. Ele aborda normas, riscos, procedimentos e uso correto dos equipamentos de proteção para garantir a segurança no trabalho em altura.
Para que serve o treinamento NR 35?
O treinamento de NR 35 prepara o trabalhador para atuar com segurança, reconhecendo riscos, utilizando EPIs, elaborando análises de risco e sabendo agir em situações de emergência durante atividades em altura. O principal objetivo é prevenir acidentes e reduzir afastamentos.
Quanto custa o curso de NR 35?
O valor do curso pode variar conforme o formato (presencial ou online), carga horária, local de realização e recursos oferecidos. Em geral, é um investimento pequeno se comparado aos custos de um possível afastamento ou acidente, e pode ser consultado diretamente com instituições reconhecidas, como a MA Consultoria e Treinamentos.
Quem precisa fazer o curso NR 35?
A formação é obrigatória para todo colaborador que trabalha em altura igual ou superior a dois metros, incluindo operários da construção civil, técnicos da indústria, eletricistas, profissionais de manutenção predial, limpeza em fachadas, entre outros setores.
Onde encontrar curso NR 35 confiável?
Instituições certificadas, com centros de treinamento próprios e foco prático, são as mais indicadas. A MA Consultoria e Treinamentos destaca-se no cenário nacional por unir metodologia prática, instrutores especializados e certificação imediata.
Consulte também análises de casos reais e exemplos práticos em posts sobre segurança em altura e outras experiências no setor de SST.