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NR 35: Guia Prático de Análise de Risco em Trabalho em Altura

O número de acidentes de trabalho no Brasil atingiu patamares históricos em 2025, com 806.011 ocorrências e 3.644 mortes registradas. Essas estatísticas mostram uma alta significativa na comparação com os anos anteriores, revelando a necessidade urgente de práticas preventivas mais sólidas nas atividades de risco, sobretudo aquelas executadas acima de dois metros do nível inferior (dados de 2025 sobre acidentes). Entre os fatores que contribuem para esse cenário, o trabalho em altura se destaca pela elevada taxa de fatalidade e complexidade operacional. Diante desse contexto, entender e aplicar a análise de risco (AR) prevista na NR 35 é um diferencial não só para evitar acidentes, mas também para garantir compliance legal e fortalecer a imagem de empresas no âmbito B2B.

O que é a análise de risco na NR 35?

A análise de risco na NR 35 é o processo sistemático que visa identificar perigos, avaliar possibilidades de ocorrências e definir medidas de prevenção para proteger os trabalhadores envolvidos no trabalho em altura. Essa prática está fundamentada na Norma Regulamentadora nº 35, que estabelece critérios mínimos para que as atividades sejam realizadas com o menor risco possível, sempre priorizando a prevenção de quedas e demais acidentes comuns neste contexto.

A MA Consultoria e Treinamentos atua justamente na capacitação técnica de equipes e profissionais para que a análise seja conduzida com excelência, apoiando ainda a elaboração de documentos obrigatórios, atualização dos procedimentos e integração desses controles ao dia a dia empresarial.

As principais etapas da avaliação de riscos em altura

Identificação dos perigos

O primeiro passo de toda AR para trabalho em altura é reconhecer, no ambiente, quais são os perigos presentes. Podem incluir:

  • Superfícies instáveis ou irregulares.
  • Pontos de ancoragem ausentes ou inadequados.
  • Presença de intempéries, como chuva, ventos fortes, ou calor extremo.
  • Proximidade de redes elétricas ou instalações energizadas.
  • Presença de estruturas frágeis, como telhados antigos ou plataformas degradadas.

Frequentemente, um olhar atento dos próprios trabalhadores, apoiados por treinamentos robustos como os da MA Consultoria e Treinamentos, agrega detalhes que poderiam passar despercebidos em uma inspeção menos criteriosa.

Avaliação dos riscos e priorização

Após o mapeamento dos perigos, é preciso avaliar qual a gravidade, probabilidade e possíveis impactos de cada um deles. O risco pode ser classificado de acordo com:

  • Probabilidade de ocorrência (baixa, média ou alta).
  • Consequências caso ocorra (lesão leve até óbito).
  • Existência de controles já aplicados, como EPI e EPC.

O trabalho em altura não admite improvisos.

Conforme estatísticas do Ministério da Previdência Social, a falha nessa avaliação pode resultar em consequências graves, inclusive para empresas que buscam contratos exigentes, como multinacionais que prezam por históricos de segurança e compliance.

Definição e implementação de medidas preventivas

Para cada risco identificado, estratégias de eliminação, substituição, controle coletivo e proteção individual são desenvolvidas. Essas medidas são detalhadas no documento de AR e incluem, por exemplo:

  • Instalação de linhas de vida e pontos de ancoragem certificados.
  • Utilização de cintos paraquedistas, talabartes e trava-quedas.
  • Planejamento das atividades conforme previsão do tempo.
  • Interdição de áreas adjacentes ao local de trabalho.
  • Sinalização adequada e acompanhamento por supervisores treinados.

Cada medida deve ser específica para aquele ambiente, tarefa e equipe, ajustando-se a todas as condições detectadas na fase inicial.

Integração da análise de risco ao planejamento das atividades

Um dos requisitos da NR 35 é a integração da avaliação dos riscos ao planejamento das atividades, e não como um documento isolado. Isso significa que o uso da AR deve acontecer antes, durante e após a execução da tarefa. Esse ciclo contínuo se conecta ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), tornando as atividades não somente mais seguras, mas também garantindo que o histórico da empresa seja positivo junto a órgãos fiscalizadores.

Um exemplo prático: ao programar uma manutenção em fachada com acesso por andaimes, a equipe responsável convoca todos os envolvidos para discutir as ações preventivas listadas no AR, ajustando o cronograma diante de eventual previsão de ventos fortes. Assim, todos sabem como agir e qual ação preventiva adotar se houver alteração no cenário.

Equipe reunida analisando documento de trabalho em altura com EPIs na mesa

Itens obrigatórios no documento de análise de risco

O relatório de AR exigido pela NR 35 precisa conter algumas informações, tanto para fins legais quanto para garantir clareza operacional. Veja uma lista dos principais itens que não podem faltar:

  • Descrição dos serviços: O que será feito, por quem e onde.
  • Identificação dos perigos principais e secundários do local.
  • Condições meteorológicas previstas para o período de atividade.
  • Equipamentos de proteção coletiva (andaimes, plataformas elevatórias, linhas de vida).
  • Equipamentos de proteção individual (cintos, capacetes, talabartes).
  • Procedimentos operacionais: Como iniciar, manter e finalizar o serviço em segurança.
  • Plano de resgate em caso de queda ou acidente.
  • Responsáveis técnicos e assinaturas dos envolvidos.

Além desses tópicos, é interessante detalhar a frequência de treinamentos realizados e o histórico de ocorrências passadas, permitindo ajustes constantes e maior transparência nos processos internos.

Participação dos trabalhadores e papel do treinamento

O envolvimento direto dos trabalhadores é uma das bases para uma análise de riscos realmente eficiente. Colaboradores que participam da elaboração da AR têm maior grau de comprometimento e compreendem mais claramente as razões para as regras do procedimento. Por esse motivo, a MA Consultoria e Treinamentos investe forte em treinamentos presenciais e virtuais, ampliando a consciência coletiva quanto à segurança.

Segundo especialistas, os cursos de atualização devem ser realizados regularmente, antecipando-se à expiração dos certificados e evitando situações de improviso. Empresas que “deixam para a última hora” acabam expostas a riscos jurídicos, perda de contratos e, mais grave ainda, à possibilidade de acidentes graves.

Compliance e o diferencial competitivo para contratos B2B

O detalhamento e atualização constante da AR não apenas previne acidentes, mas apoia a empresa a cumprir com rigor o PGR e toda a legislação vigente sobre trabalho em altura. Isso evita multas, suspensões e embargos, além de abrir portas para contratos com empresas que adotam padrões internacionais de segurança.

Ao incorporar a prevenção e gestão de riscos ao cotidiano, negócios alcançam um diferencial competitivo valorizado em auditorias e negociações com grandes empresas e multinacionais. O resultado é maior confiabilidade e chances elevadas de participar de licitações e projetos de porte.

Planejamento de resgates: salvando vidas e processos

Outro elemento fundamental de um bom plano de risco é o detalhamento do procedimento de resgate. Toda equipe precisa saber como agir, quais recursos acionar e onde estão os equipamentos necessários para um atendimento ágil em caso de acidente.

Resgates bem planejados salvam vidas e reputações.

A MA Consultoria e Treinamentos atua como parceira para implementar planos de resgate práticos e customizados, ampliando a segurança e reduzindo significativamente o tempo de resposta em eventuais emergências.

Simulação de resgate com equipe utilizando EPIs em plataforma elevada

Responsabilidades legais de empregadores e trabalhadores

Empregadores devem garantir condições seguras, treinamento técnico e acompanhamento constante dos profissionais envolvidos, além de disponibilizar EPIs em perfeito estado. O trabalhador, por sua vez, precisa seguir à risca os procedimentos estabelecidos e sinalizar qualquer situação de risco identificada durante a rotina.

A busca por uma cultura de prevenção faz parte do dia a dia de empresas como a MA Consultoria e Treinamentos, que atua também assessorando clientes na correta documentação e integração das ações ao ciclo de auditorias e negociações.

Para saber mais sobre proteção em altura e exemplos práticos de análise de risco, o conteúdo sobre NR‑35 trabalho em altura traz outras recomendações. Já quem deseja aprender como montar uma AR detalhada pode consultar o artigo sobre análise de risco para trabalho em altura.

Conclusão

No contexto atual, adotar boas práticas de gerenciamento de riscos se tornou pré-requisito para competitividade, longevidade e crescimento de empresas prestadoras de serviço. A análise de risco segundo a NR 35 fortalece a cultura de segurança, antecipa auditorias e elimina imprevistos, além de elevar o patamar de excelência dos times. A MA Consultoria e Treinamentos oferece soluções robustas e personalizadas, tanto online quanto presenciais, para quem busca ir além do simples cumprimento legal e transformar segurança em diferencial reconhecido no mercado de trabalho.

Entre em contato para descobrir como a MA Consultoria e Treinamentos pode ajudar sua empresa a conquistar novos contratos por meio do investimento inteligente em prevenção, capacitação técnica e planejamento estratégico alinhados com as normas mais exigentes do setor.

Perguntas frequentes sobre análise de risco na NR 35

O que é a análise de risco na NR 35?

A análise de risco, na NR 35, é um procedimento que identifica situações que possam colocar em perigo a integridade física dos trabalhadores durante atividades em altura, propondo soluções para mitigá-las conforme diretrizes da legislação vigente.

Como fazer uma AR para trabalho em altura?

O processo envolve mapear todos os perigos no local de trabalho, avaliar possíveis consequências, propor medidas de controle (como EPIs e EPCs) e documentar as informações com clareza para fácil consulta e auditorias. O envolvimento do time e treinamentos específicos são etapas recomendadas.

Quais documentos são exigidos na NR 35 AR?

Devem constar, obrigatoriamente: descrição detalhada do serviço, identificação dos perigos, análise dos riscos previstos, equipamentos utilizados, medidas de prevenção, plano de resgate, assinaturas dos responsáveis e registros de treinamentos anteriores.

Quando a análise de risco deve ser realizada?

A avaliação de riscos precisa ser feita antes do início de cada atividade em altura e revisada sempre que houver mudança no ambiente, nos procedimentos ou nos integrantes da equipe. Recomenda-se atualização periódica da AR mesmo sem mudanças explícitas.

Quem pode elaborar a AR segundo a NR 35?

A elaboração deve ser realizada por profissional qualificado em segurança do trabalho, normalmente técnico ou engenheiro, com participação ativa dos trabalhadores diretamente envolvidos na atividade e a aprovação dos responsáveis legais da empresa.

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