Trabalho em altura sempre me chamou atenção. Apesar de muitos acharem que basta coragem ou um bom equipamento, a verdade é que saúde e preparo podem ser a diferença entre voltar para casa em segurança ou ser mais um nome nas estatísticas de acidentes. Não estou exagerando. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2021, cerca de 536 mil acidentes de trabalho foram registrados só em 2021, e milhares deles relacionados justamente à queda de altura. (Fonte: dados do anuário estatístico).
Mas, o que pouca gente entende de verdade é como funciona a obrigatoriedade do exame médico para trabalho em altura. Falo disso não só porque vejo dúvidas recorrentes nos cursos da MA Consultoria e Treinamentos, mas porque, quando o assunto é risco elevado, nenhum detalhe pode ser ignorado.
O que é considerado trabalho em altura?
Para mim, o primeiro passo é entender onde começa a exigência. Pelas normas do Ministério do Trabalho, todo serviço feito acima de 2 metros de altura do nível inferior, quando houver risco de queda, se enquadra na categoria trabalho em altura. Isso está definido pela NR-35.
Não importa se é manutenção de uma fachada, instalação de painéis solares, poda de árvores, trabalho em galpões industriais ou limpeza de janelas em prédios altos. Passou dos 2 metros, entrou na regra. Aliás, esse universo só cresce: construção civil, energia solar, telecomunicações, manutenção industrial e outros segmentos estão sempre em busca de mão de obra preparada.

Por que o exame médico é obrigatório?
Confesso que, no início, subestimei os riscos. Mas, quanto mais conversava com médicos do trabalho e instrutores, mais clara ficava a necessidade:
Uma tontura leve pode ser fatal a 10 metros de altura.
Exames de saúde para quem vai trabalhar em altura não são só exigência legal, mas amparo direto à vida. Imagine alguém que não sabe que tem arritmia ou tendência à hipoglicemia. Em solo, poderia parar, pedir ajuda. Em altura, uma indisposição vira queda em segundos – e, frequentemente, tragédia.
Na minha vivência na MA Consultoria e Treinamentos, vejo muitos que achavam que era só “mais uma burocracia”. Mas, segundo a Organização Internacional do Trabalho, somente em 2021 foram 2.487 mortes em acidentes ocupacionais no Brasil, com aumento expressivo nas quedas fatais associadas ao ambiente de trabalho em altura.
Normas que regem os exames: NR-35 e NR-07
A NR-35 determina as regras principais para trabalho em altura: planejamento, autorização, análise de risco, uso de EPI, capacitação e procedimentos de emergência. Mas, ela não detalha os exames médicos, deixando isso a critério do médico do trabalho e das diretrizes do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) exigido pela NR-07.
Ou seja, quem define se o trabalhador está apto é o médico do trabalho, sempre considerando o contexto da função, histórico de saúde e os riscos da atividade.
Quais exames médicos são geralmente exigidos?
Posso garantir, por experiência, que o médico do trabalho não escolhe exames ao acaso. Ele avalia o perfil do trabalhador e os riscos do posto. Mas existem exames ocupacionais e avaliações que, na rotina, são requisitados em praticamente todos os cenários de trabalho em altura. Esses são alguns dos mais comuns:
- Exame clínico ocupacional (anamnese detalhada, histórico, pressão arterial, ausculta, verificação de sinais neurológicos)
- Glicemia em jejum (para identificar risco de hipoglicemia, especialmente diabéticos ou pessoas com alterações glicêmicas)
- Avaliação de acuidade visual (garante que a pessoa enxerga bem para avaliar distâncias, obstáculos e riscos)
- Eletrocardiograma (ECG, essencial para descartar arritmias cardíacas)
- Avaliação psicossocial (detecta distúrbios de ansiedade, síndrome do pânico, vertigem, fobia de altura, dependência química)
Em situações específicas ou para funções que envolvem níveis elevados de ruído, exposição a substâncias químicas ou esforço pulmonar, podem ser incluídos:
- Hemograma completo (para investigar anemias ou outras alterações sanguíneas)
- Audiometria (importante em ambientes ruidosos)
- Espirometria (função pulmonar, para quem lida com poeiras ou gases)
- Exames toxicológicos (em setores regulados ou quando há suspeita de uso de drogas)
Esses exames evitam expor alguém a riscos que podem ser agravados pela saúde debilitada.
Exemplo prático real
Vi um caso que marcou: funcionário jovem, aparentemente saudável, mas, no ECG, apareceu uma arritmia silenciosa. O exame detectou, ele foi encaminhado ao cardiologista e afastado do trabalho em altura. Uma semana depois, no médico, teve uma síncope súbita – se tivesse acontecido lá em cima, não haveria chance de escapar ileso.
Quando cada exame deve ser feito?
A periodicidade dos exames é definida basicamente pela NR-07, dentro do PCMSO da empresa. Isso garante que tanto trabalhadores quanto empregadores fiquem protegidos perante a lei. Os principais momentos para realização dos processos de avaliação médica são:
- Exame admissional: feito antes do início das atividades. Aqui, já é possível reaproveitar exames complementares feitos nos últimos 90 dias, se houver laudo.
- Exame periódico: geralmente, anual. O médico pode definir intervalos menores para pessoas com doenças preexistentes, idade avançada ou postos de alto risco.
- Exame de retorno ao trabalho: após afastamento superior a 30 dias por doença, acidente ou licença maternidade.
- Exame de mudança de risco ocupacional: quando o trabalhador passa a exercer função de risco diferente, incluindo início na atividade em altura.
- Exame demissional: não exige repetição de exames complementares para altura, apenas avaliação clínica.
Sempre digo nos cursos da MA Consultoria e Treinamentos: não adianta ter só o curso de NR-35, sem o exame em dia, não se pode atuar em trabalho em altura.

Por que há riscos diferentes em altura?
No solo, uma dor de cabeça, tontura ou a queda de pressão geralmente permitem pedir socorro. Mas, a 8 metros de altura, tudo é mais perigoso. Doenças que provocam sintomas leves em terra firme se tornam extremamente graves em alturas. Algumas situações de risco que já testemunhei e compartilho:
- Tontura súbita devido a hipoglicemia (baixo índice de açúcar no sangue)
- Crises de labirintite ou vertigem, desencadeando desequilíbrio
- Ansiedade aguda levando a paralisia ou pânico durante a atividade
- Arritmia cardíaca provocando desmaio ou perda de consciência
Muitas vezes, a pessoa nem sabia que tinha o problema – até ser questionada pelo médico, ou identificado em exame.
A saúde precisa vir antes da pressa e do improviso.
O papel da clínica de saúde ocupacional
Vejo que a escolha da clínica para exames ocupacionais faz toda a diferença. O mais importante, na minha análise, é:
- Ter médicos do trabalho com experiência em funções de risco
- Estrutura para exames clínicos e laboratoriais no mesmo local
- Capacidade de agendar avaliações e liberar laudos rapidamente
- Bom atendimento, orientação clara e transparência
Na MA Consultoria e Treinamentos, muitos alunos elogiam a facilidade de fazer exame e curso NR-35 integrados, especialmente nas unidades de Belo Horizonte, São Paulo e Lagoa da Prata, onde há parceria com centros especializados. Isso reduz tempo, deslocamento e agiliza o início da atuação profissional.

O que o curso NR-35 ensina?
Sei que muitos acham que o exame já é suficiente, mas é preciso ir além. O curso NR-35, obrigatório por lei, aborda:
- Legislação específica para trabalho em altura
- Técnicas de análise de risco
- Correto uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
- Procedimentos de emergência, resgate e primeiros socorros
- Direitos e deveres do trabalhador
- Noções de prevenção de acidentes
Recebo relatos de alunos que, após o curso, conseguiram promoções, lideraram equipes e abriram empresas no setor – a combinação exame médico + capacitação abre as portas do mercado.
Ganhos para quem se qualifica: de salário até liderança
Em pesquisa com profissionais formados nos cursos da MA Consultoria e Treinamentos, observei que quem tem exame em dia e NR-35 recebe, em média, de 20% a 40% a mais de remuneração comparado a quem não possui qualificação. O mercado valoriza o preparo técnico e a responsabilidade.
Setores que mais demandam mão de obra qualificada:
- Construção civil (obras verticais e reformas)
- Manutenção industrial em galpões e fábricas
- Instalação e manutenção de painéis solares
- Redes de telecomunicações (torres e cabeamento)
- Serviços urbanos como poda de árvores, limpeza de fachadas, instalação de letreiros
Empregos em empresas maiores, funções de chefia ou a abertura do próprio negócio dependem quase sempre de comprovação de saúde e treinamento correto.
Exame médico: benefícios além da obrigação
Sempre cito que manter o exame atualizado traz recompensas além do óbvio. Listo algumas que fazem muitos mudarem de mentalidade:
- Detecção precoce de doenças silenciosas
- Melhora da segurança e redução de acidentes
- Acesso a vagas de melhor remuneração
- Reconhecimento pelos empregadores
- Proteção jurídica para empresas e trabalhadores
- Sonho de liderar equipes ou progredir na carreira
Infelizmente, há quem trate os exames apenas como burocracia. Já presenciei empresas e profissionais ignorando etapas e, depois, precisando lidar com processos e indenizações caras após acidentes.
Integração entre saúde, capacitação e mercado
Costumo dizer na MA Consultoria e Treinamentos que não existe mão de obra qualificada só com diploma. É a soma: exame médico criterioso, treinamento real e experiência prática que constrói um profissional pronto – e valorizado.
Investir em saúde e qualificação é colher oportunidades em um mercado cada vez mais rigoroso e carente de profissionais aptos.
Um estudo que consultei no anuário de acidentes do trabalho mostra que os setores que treinam e controlam mais de perto a saúde dos colaboradores conseguem reduzir acidentes, absenteísmo e custos trabalhistas, além de serem mais procurados por novos talentos.
Conclusão: exame médico + NR-35 é investimento em futuro
Depois de tantos anos vendo de perto o drama de famílias afetadas por acidentes evitáveis, sinto que a mensagem não pode ser outra: exame médico e curso NR-35 não são só obrigação, mas um passaporte para segurança, desenvolvimento pessoal e reconhecimento profissional.
Quando você une saúde ocupacional, qualificação e oportunidade, está indo além do básico. Está investindo em prevenção, ampliando horizontes de carreira e mostrando ao mercado que responsabilidade faz diferença.
Se você deseja crescer na área de segurança no trabalho ou busca treinar sua equipe com eficiência, recomendo conhecer as soluções da MA Consultoria e Treinamentos. Nossa equipe está pronta para mostrar como unir exame médico e formação pode transformar seu futuro. Acesse nossos canais e veja como iniciar sua jornada agora mesmo.
Perguntas frequentes sobre exame médico para trabalho em altura
O que é exame médico para trabalho em altura?
O exame médico para trabalho em altura é uma avaliação de saúde feita por um médico do trabalho para autorizar, com segurança, a atuação do profissional em tarefas acima de 2 metros do solo, em situações de risco de queda. Ele inclui análise clínica, histórico, e pode envolver exames laboratoriais, cardíacos, psicológicos e visuais, conforme as exigências do posto e das normas ocupacionais.
Quais exames preciso para trabalhar em altura?
Os exames principais para trabalhar em altura incluem: exame clínico ocupacional, glicemia em jejum, avaliação de acuidade visual, eletrocardiograma (ECG) e avaliação psicossocial. Dependendo da função, também podem ser requisitados hemograma, audiometria, espirometria e exames toxicológicos. Tudo é definido pelo médico do trabalho considerando o risco envolvido e as diretrizes do PCMSO da empresa.
Quanto custa fazer exames ocupacionais?
O valor médio para realizar procedimentos médicos obrigatórios na área de trabalho em altura varia de R$150 a R$180 por pessoa, considerando exames básicos recomendados.
Com que frequência preciso renovar os exames ocupacionais?
No geral, os exames médicos para trabalho em altura devem ser renovados anualmente, ou conforme indicação do médico, dependendo do estado de saúde do profissional e do ambiente e risco da função. Caso haja afastamento do trabalho por doença, acidente ou licença superior a 30 dias, um novo exame de retorno deve ser realizado.
Onde posso fazer exames ocupacionais confiáveis?
Clínicas de saúde ocupacional com experiência em funções de risco são a escolha mais segura. Cidades como Belo Horizonte contam com centros renomados. Recomendo os parceiros certificados da MA Consultoria e Treinamentos para unir exames, agilidade e orientação completa, além de oferecer soluções integradas de saúde e capacitação.